Segue o texto com os principais pontos destacados:
Planejar o crescimento da cidade, reduzir riscos de alagamentos, ampliar a segurança para moradores e empreendedores e preparar Lages para os desafios das próximas décadas. Esses foram os temas centrais do 4º Fórum de Drenagem Urbana de Lages, realizado nesta terça-feira (28), no auditório do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O encontro reuniu cerca de 150 representantes do poder público, Ministério Público, entidades técnicas, setor produtivo, universidades e sociedade civil para discutir as soluções que irão orientar a elaboração do futuro Plano Municipal de Drenagem Urbana.
A iniciativa integra o Plano de Drenagem Urbana, um dos 14 projetos estratégicos do Pacto pela Aceleração Territorial, movimento que reúne mais de 120 entidades da Serra Catarinense em torno da construção de soluções para o desenvolvimento regional até 2040. O objetivo é transformar um dos principais desafios urbanos em uma política pública permanente, baseada em planejamento, segurança jurídica, sustentabilidade e cooperação entre diferentes setores.
O Fórum ocorre em um momento decisivo para o município. Recentemente, a Prefeitura de Lages contratou os estudos técnicos de drenagem urbana e o Diagnóstico Socioambiental, que servirão de base para a elaboração do Plano Municipal de Drenagem. Os levantamentos irão identificar áreas críticas, mapear riscos, definir prioridades de investimento e orientar futuras intervenções capazes de reduzir alagamentos, proteger a população e preparar a cidade para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Além de subsidiar o planejamento urbano, o Plano Municipal de Drenagem atende a um procedimento acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina, formalizado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabeleceu a elaboração do plano como uma das medidas necessárias para fortalecer a gestão da drenagem urbana em Lages.
A promotora do MP/SC Tatiana Borges Agostini destacou que o Ministério Público acompanha o processo como parceiro da construção das soluções. “O Ministério Público é, sim, um parceiro. Às vezes não da forma como se espera, porque temos algumas limitações legais, mas estamos sempre abertos ao diálogo. Trabalhamos de forma alinhada, comprometidos e com a vontade de fazer a diferença pela nossa cidade.”
Para a prefeita Carmen Zanotto, a elaboração do Plano representa um avanço importante na forma como Lages enfrenta um tema que impacta diretamente a qualidade de vida da população. “A drenagem urbana precisa ser tratada com planejamento, responsabilidade e visão de futuro. A construção desse plano reúne diferentes instituições em torno de um objetivo comum e cria condições para que Lages possa buscar investimentos, executar obras estruturantes e oferecer mais segurança para a população.”
Coordenador do Pacto pela Aceleração Territorial, Fabiano Ventura ressaltou que a drenagem urbana representa um dos melhores exemplos de como a articulação entre diferentes setores pode acelerar soluções para desafios históricos. “Hoje basta acompanhar o noticiário para perceber a importância de discutir drenagem urbana. As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e exigem planejamento. O papel do Fórum é justamente elevar o nível desse debate e preparar Lages para o futuro. Precisamos evitar que erros do passado sejam repetidos e construir soluções de forma conjunta. Essa é a essência do Pacto: reunir sociedade civil, academia, gestão pública e iniciativa privada para pensar a cidade de maneira integrada e reduzir os impactos que já fazem parte do nosso presente.”
O setor produtivo também participou das discussões. Para o presidente do Sinduscon Lages, Leonardo Tutida, o avanço do Plano Municipal de Drenagem representa um passo importante para ampliar a segurança e dar previsibilidade aos empreendimentos que serão implantados na cidade. “A drenagem urbana é uma demanda importante para o setor da construção. Precisamos discutir como novos empreendimentos serão conectados às redes existentes, quais critérios técnicos serão adotados e como esse planejamento será construído em conjunto. Isso traz mais segurança para quem investe, para quem constrói e para o desenvolvimento da cidade.”
Além de contribuir para a prevenção de alagamentos, os estudos irão subsidiar futuras obras de macrodrenagem, implantação de parques alagáveis, novas galerias, tubulações e outras intervenções necessárias para acompanhar o crescimento urbano. O planejamento técnico também permitirá ao município buscar recursos estaduais e federais para viabilizar essas obras.
Realizado pela Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Planalto Catarinense (AEA), com apoio da Prefeitura de Lages, Ministério Público de Santa Catarina, Sinduscon Lages e Pacto pela Aceleração Territorial, o Fórum consolida um modelo de governança baseado na cooperação entre instituições.
Assessoria de Comunicação do Pacto pela Aceleração Territorial: Catarinas Comunicação
Texto: Lizzi Borges
Fotos: Lizzi Borges | Evelin De Lourensi | Rafaela Souza







